RIO — Após a aprovação do projeto que autoriza a privatização da
Cedae, o estado se prepara agora para um segundo round na Assembleia
Legislativa. Deputados vão analisar mais cinco propostas do Executivo
previstas no acordo de recuperação fiscal assinado com o governo federal
no mês passado. Segundo fontes ligadas ao Palácio Guanabara, um dos
textos já está na Casa — o que aumenta a alíquota previdenciária dos
servidores de 11% para 14%. Os outros estão sendo concluídos.
Um
dos projetos para sacramentar o acordo com a União reconhece que “a
situação excepcional do estado exige a adoção de um regime fiscal
diferenciado”. O ponto mais polêmico, na opinião de governistas, é o
texto que estabelece um limite de despesas para todos os poderes. Assim
como fez o governo federal, será preciso adotar um teto para os gastos
públicos por dez anos. Esses desembolsos não poderão crescer acima da
variação do IPCA ou da receita corrente líquida, o que for menor.
Outro
projeto do Executivo prevê a criação de uma alíquota previdenciária
extraordinária de 8% por tempo determinado. Essa medida tem pouquíssimo
apoio dos deputados. Já o aumento da alíquota para 14%, dizem os
integrantes da base aliada, tem 38 votos garantidos, o suficiente para a
sua aprovação. Este deve ser o primeiro a ser votado. O que deve passar
com mais facilidade na Alerj é o texto que estabelece o aumento da
alíquota do Imposto de Transmissão por Causa Mortis ou Doação.
O
novo pacote, no entanto, só será protocolado na Alerj se os salários dos
servidores forem quitados. Essa é uma exigência do próprio presidente
da Casa, Jorge Picciani. E o acerto da folha depende do empréstimo de R$
3,5 bilhões que será obtido com a garantia das ações da Cedae após a
votação do acordo no Congresso.
Nesta quarta-feira, na Alerj, a
pauta passou longe da crise do estado. Do lado de fora, no entanto,
servidores voltaram a protestar contra a venda da Cedae.
Fonte: Jornal Extra
|